domingo, 27 de dezembro de 2009

5 Sentidos

Costumamos nos perder no infinito e navegar no obscuro e ainda assim, temos medo do escuro. Medo porque não há luz, não há toda aquela cor que entorpe a nossa alma e não podemos usufruir da maravilha de um olhar não-vazio. Mas ainda sem luz, há a fala. A fala que por tantas vezes nos tira do chão e nos faz sonhar com infinito, a fala que faz viver e a fala que faz morrer, que machuca quando dita. E se também não houvesse a fala? Ainda assim, haveria a audição, que faz transbordar de emoção nosso coração e que nos engana com as más-linguas. Ah, mas e se tudo isso se fosse? Claro, existe o tato! Ah, como é bom sentir a vida, como é bom tocar o ar e pegar no não-ser... Nossa, com tantas coisas como que tanto podemos reclamar? Mas é claro, como pude esquecer! Há ainda o paladar... aquele nos faz clamar de prazer e suspirar por outra dose de tamanha delícia... como é bom provar o amor.
Costumamos reclamar de não ter nada, mas possuímos tudo, tudo para enxergar o infinito, falar com as estrelas, ouvir os primeiros instantes do amanhecer, tocar no vazio e experimentar o saboroso gosto da Vida...

Fiz isso há um tempinho, dá pra perceber pelo contraste deste com o último post, um pouco mais pessimista... haha. Ler Nietszche e Schopenhauer dá nisso. Estou sem vontade de postar algo hoje. Minha mente está um pouco vazia... Talvez este não seja o termo certo... Tanto faz. Quem se importa?

Ah, o que eu posto aqui é meu. Posso basear-me em outros pensadores, e quando os cito, utilizo as famosas ''aspas''. E é só.

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