sábado, 2 de janeiro de 2010

Hiperestesia a pensamentos

O infinito tornou-se pequeno demais para as minhas dores. As estrelas fecharam para mim seus postigos, que abrigavam tanta felicidade. O Sol congelou minha alma. O dia tornou-se noite e a noite tornou-se a vilã que me atormenta a cada ínfima hora. Quando penso estar protegida da minha mente, meus pensamentos, que não conseguem tirar férias de mim, aparecem e me assombram. Plantam em mim a semente do medo, da desconfiança, da solidão... Por horas fico a devanear como seria se não tivesse sido o que outrora fora uma possibilidade de ser tão bom. Condescendência? Minha mente insiste em não processar esta palavra. Pesar? É o que ela quer eu sinta. Deplorável? É minha situação. E... Quem sabe um dia.

Tudo bem, tudo bem. Eu sei que esse post tá BEM depressivo. Mas a minha atual situação não permite que eu pegue as rosas para somente aprecia-las. Meu estado mais sente os espinhos do que aprecia sua beleza. Mas ta tranquilo, porque o vento pode ter cessado. Por enquanto. É tudo uma questão de TEMPO.

Bom, se o 1º dia do ano refletir nos outros dias... Bem, to ferrada. Mas eu sei que não vai ser assim. É só mais uma superstição boba. Como todas as outras.



''I'd like to get away from earth awhile
And then come back to it and begin over.''
(Robert Frost)

Um comentário:

  1. quanto pessimismo, meu deus. TENS QUE SAIR COMIGO, BORAAAA BOOOORA.

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